sábado, 22 de dezembro de 2012

O que tenho aprendido nas aulas


Considero que aprendi bastante na sala de aula da unidade curricular Educação ao Longo da Vida, sobretudo sobre a importância de adquirir mais conhecimento, em qualquer altura da vida.
 Esta aprendizagem permitiu-me entender que muitas das coisas que eu fui apreendendo ao longo da vida foram desadequadamente classificadas como não aprendizagem, quando, na realidade, se tratava de aprendizagem informal. Um exemplo disso, são os saberes que me foram transmitidos pelos meus avós, que devem ser valorizados pois são parte integrante da aprendizagem e da vivência deles, e, de alguma forma, enriquecem a minha vida.
Dois momentos na minha vida marcam o que eu considero como as maiores aprendizagens num contexto informal:
O primeiro é ter regressado de França, no ano de 1979, com 14 anos. Este acontecimento traduz-se por um choque cultural que está ainda muito presente na minha memória, pois de uma vida de conforto, passei a conhecer o Portugal rural profundo. Embora as férias  do mês de Agosto fossem passadas na aldeia, passar a viver  lá definitivamente, alterou todos os meus hábitos. Deixou de haver máquina de lavar roupa, água canalizada, luz eléctrica, aquecimento central, etc.  Foi deixar de viver na cidade para viver no campo, aprender a fazer os trabalhos do campo, tratar dos animais, etc.
O outro momento, foi o facto de ter sido mãe demasiado cedo, o que me forçou a aprender a cuidar de uma criança, com todas as responsabilidades que isso acarreta.
Acho de extrema importância a Aprendizagem ao Longo da Vida ser reconhecida como algo que pode impulsionar o desenvolvimento social através do potencial das pessoas, para a construção de um futuro melhor. 
Tudo o que tenho aprendido, tem contribuído para enriquecer a minha vida e tem me dado ferramentas para saber enfrentar melhor o futuro, com todos os seus desafios. Finalizo esta minha reflexão com uma frase que eu gosto particularmente: nada nos poderá deter se em tudo o que fizermos, acrescentarmos a vontade de bem fazer. 
    

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reflexão sobre o texto de Roque Amaro, “Desenvolvimento-Um conceito ultrapassado ou em renovação?-da teoria à prática e da prática à teoria”


Este texto refere que o conceito de desenvolvimento, que tem servido para avaliar e classificar o nível de bem-estar das sociedades e dos indivíduos, conheceu várias versões ao longo dos tempos.
As razões e o contexto do seu nascimento e afirmação, como conceito das Ciências Sociais, situam-se na pós-Segunda Guerra Mundial.
A matriz histórico-cultural deriva das sociedades industriais europeias, resultantes da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, tendo esta como linhas orientadoras, a liberdade, a igualdade e a fraternidade.
Ao longo dos tempos, surgiram progressos e também alguns retrocessos no âmbito do desenvolvimento humano. Um desses retrocessos tem a ver com novas formas de pobreza e exclusão social, com a destruturação das famílias (flagelo dos tempos modernos), o individualismo, etc.
Curiosa é a interpretação que o autor faz do desenvolvimento, segundo ele, é como que uma semente lançada à terra, e, envolvida por esta, realiza um processo esforçado de desenvolvimento, rompendo com os obstáculos (pedras, terra endurecida, ervas daninhas, etc.), até se libertar para o exterior. Aí chegada, transforma-se em planta, flor e/ou fruto, de acordo com as suas potencialidades.
Assim, pode-se concluir que a educação tem um papel fundamental no desenvolvimento, pois como mostra a metáfora da semente lançada à terra, é das suas potencialidades que vai surgir a nova planta, e, se houver um grande potencial, a planta transformar-se-á em árvore de grande porte.
Se investirmos na nossa educação, adquirindo novas competências, ficaremos melhor preparados para nos adaptarmos às mudanças que traz o futuro, podendo participar ativamente na sociedade onde estamos inseridos.