quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Reflexão sobre o texto de Joaquim Azevedo, A educação de todos e ao longo de toda a vida e a regulação sociocomunitária da educação.


       O autor desenvolve a sua reflexão em torno da pedagogia social, focando especialmente a “educação de todos e ao longo de toda a vida” e a “regulação sociocomunitária da educação”.
       Precisamos muito de reformular um conceito acerca da educação no quadro de uma renovação da cidadania, da justiça social e da solidariedade, segundo o autor. É necessário colocar o desenvolvimento do ser humano no centro do desenvolvimento social.
      A importância da criação de redes locais traduz-se por elaborar uma estrutura que conecte todos os atores sociais comprometidos entre si articulando as políticas de ação educativa, políticas que devem mudar no aspeto antropológico/cultural.
     A animação socioeducativa como estratégia complementar do sistema educativo, tem como papel fundamental tornar o sistema mais solto e íntimo, menos estruturado, mais aberto à informalidade, à ausência de sistematicidade e à multiplicidade de respostas comuns aos problemas que possam surgir.
     A animação intervém essencialmente na base da educação não formal e tem como pressupostos básicos de atuação a ordem, a alegria, a sociabilização, a participação e a liberdade comunitárias, entre outras.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Reflexão sobre o texto de Mariana Gaio Alves, Aprendizagem ao longo da vida: entre a novidade e a reprodução de velhas desigualdades.


O texto refere que a novidade, no campo educativo, consiste nas políticas direcionadas para sistemas educativos adaptados a uma aprendizagem onde a aprendizagem formal tenha uma importância idêntica à aprendizagem não formal ou informal, estando essas políticas direcionadas para o crescimento económico com a criação de melhores empregos, melhor coesão social e a formação dos indivíduos pessoal e profissionalmente.

Analisando as dinâmicas de aprendizagem ao longo da vida em diferentes grupos e em diferentes países europeus, vemos que os que registam piores desempenhos escolares, são os que apresentam uma participação mais baixa na educação/formação de adultos. O alargamento do acesso às oportunidades educativas é um fator essencial na perspetiva do desenvolvimento económico e garantia de coesão social.

Diferença entre a “era da educação” e a “era da aprendizagem ao longo da vida”:
Educação engloba os processos de ensinar e aprender num contexto mais formal, ocorre no espaço escolar, da creche ao ensino superior. A forma é intencional e os objetivos determinados. Aprendizagem ao longo da vida é um processo permanente, inacabado. Esta aprendizagem acompanha a totalidade da vida das pessoas, independentemente da sua idade e integração nas atividades das empresas e/ou da própria sociedade.

Entende-se como aprendizagem ao longo da vida, toda a atividade de aprendizagem, em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar os conhecimentos, aptidões e competências, no quadro de uma perspetiva pessoal, cívica e social, considerando a dimensão temporal da aprendizagem e a multiplicidade de espaços e contextos de aprendizagem.

O objetivo do Conselho da Europa em investir na educação é:
- Promover a igualdades de oportunidades;
-Apoiar o desenvolvimento e competências do capital humano para melhorar o crescimento económico;
-Desenvolver a cidadania e a coesão social baseada na qualidade de vida;
-Tornar a União Europeia mais competitiva e dinâmica, capaz de enfrentar o crescimento económico.
Isto só pode ser alcançado mediante o investimento significativo no setor educativo/formativo.