quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reflexão sobre o texto de Roque Amaro, “Desenvolvimento-Um conceito ultrapassado ou em renovação?-da teoria à prática e da prática à teoria”


Este texto refere que o conceito de desenvolvimento, que tem servido para avaliar e classificar o nível de bem-estar das sociedades e dos indivíduos, conheceu várias versões ao longo dos tempos.
As razões e o contexto do seu nascimento e afirmação, como conceito das Ciências Sociais, situam-se na pós-Segunda Guerra Mundial.
A matriz histórico-cultural deriva das sociedades industriais europeias, resultantes da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, tendo esta como linhas orientadoras, a liberdade, a igualdade e a fraternidade.
Ao longo dos tempos, surgiram progressos e também alguns retrocessos no âmbito do desenvolvimento humano. Um desses retrocessos tem a ver com novas formas de pobreza e exclusão social, com a destruturação das famílias (flagelo dos tempos modernos), o individualismo, etc.
Curiosa é a interpretação que o autor faz do desenvolvimento, segundo ele, é como que uma semente lançada à terra, e, envolvida por esta, realiza um processo esforçado de desenvolvimento, rompendo com os obstáculos (pedras, terra endurecida, ervas daninhas, etc.), até se libertar para o exterior. Aí chegada, transforma-se em planta, flor e/ou fruto, de acordo com as suas potencialidades.
Assim, pode-se concluir que a educação tem um papel fundamental no desenvolvimento, pois como mostra a metáfora da semente lançada à terra, é das suas potencialidades que vai surgir a nova planta, e, se houver um grande potencial, a planta transformar-se-á em árvore de grande porte.
Se investirmos na nossa educação, adquirindo novas competências, ficaremos melhor preparados para nos adaptarmos às mudanças que traz o futuro, podendo participar ativamente na sociedade onde estamos inseridos.

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