Considero que aprendi bastante
na sala de aula da unidade curricular Educação ao Longo da Vida, sobretudo
sobre a importância de adquirir mais conhecimento, em qualquer altura da vida.
Esta aprendizagem permitiu-me entender que
muitas das coisas que eu fui apreendendo ao longo da vida foram
desadequadamente classificadas como não aprendizagem, quando, na realidade, se
tratava de aprendizagem informal. Um exemplo disso, são os saberes que me foram
transmitidos pelos meus avós, que devem ser valorizados pois são parte
integrante da aprendizagem e da vivência deles, e, de alguma forma, enriquecem
a minha vida.
Dois momentos na minha vida
marcam o que eu considero como as maiores aprendizagens num contexto informal:
O primeiro é ter regressado de
França, no ano de 1979, com 14 anos. Este acontecimento traduz-se por um choque
cultural que está ainda muito presente na minha memória, pois de uma vida de
conforto, passei a conhecer o Portugal rural profundo. Embora as férias do mês de Agosto fossem passadas na aldeia,
passar a viver lá definitivamente,
alterou todos os meus hábitos. Deixou de haver máquina de lavar roupa, água
canalizada, luz eléctrica, aquecimento central, etc. Foi deixar de viver na cidade para viver no
campo, aprender a fazer os trabalhos do campo, tratar dos animais, etc.
O outro momento, foi o facto de
ter sido mãe demasiado cedo, o que me forçou a aprender a cuidar de uma
criança, com todas as responsabilidades que isso acarreta.
Acho de
extrema importância a Aprendizagem ao Longo da Vida ser reconhecida como algo
que pode impulsionar o desenvolvimento social através do potencial das pessoas,
para a construção de um futuro melhor.
Tudo o que tenho
aprendido, tem contribuído para enriquecer a minha vida e tem me dado
ferramentas para saber enfrentar melhor o futuro, com todos os seus desafios.
Finalizo esta minha reflexão com uma frase que eu gosto particularmente: nada
nos poderá deter se em tudo o que fizermos, acrescentarmos a vontade de bem
fazer.
