Na aula do dia 8/11/2012,
o Professor alertou-nos para o facto de revermos a nossa postura e maneira de
estar enquanto adultos e alunos do ensino superior.
O momento de crise que
todos atravessamos e a actual situação política indicam que os Politécnicos correm
o risco de perder o estatuto de ensino superior que haviam adquirido. Assim
sendo, devemos em tudo ser um exemplo, pois de outra forma não estaremos a
dignificar a instituição que nos acolhe enquanto estudantes, a Escola Superior
de Educação.
No decorrer da aula, a
colega Sandra levantou uma questão que levou a um debate e troca de opiniões
entre nós alunos, e o Professor. Na opinião da Sandra, não é justo o critério
de entrada no ensino superior para alguns alunos, por exemplo os que vêm de um
RVCC (Reconhecimento e Validação de Critérios e Competências).
Na minha opinião, este
debate foi produtivo, pois permitiu-nos perceber que todos nós tivemos
percursos de vida e oportunidades diferentes, mas todos possuímos saberes
apreendidos, não só na aprendizagem formal, mas também pelas vivências do
dia-a-dia, nas mais diversas situações.
Cada um de nós, enquanto
alunos, terá as mais diversas razões para frequentar hoje o ensino superior.
Enquanto aluna mais madura, cumpre-me enaltecer aqueles que, como eu, foram
impulsionados pela motivação, determinação, interesse e espírito de sacrifício,
entre outros, e se valeram das suas aptidões para poderem, hoje, frequentar uma
instituição de ensino superior.
Em conclusão, a formação
pessoal de cada um, e a educação, não se adquirem numa universidade ou num
politécnico, e o percurso de cada um para lá chegar, (seja pelo processo
normal, pelos maiores de 23, vindos de um RVCC, etc.) prova que as
oportunidades são dadas a todos e não há facilitismos para ninguém. Sem trabalho
e espírito de sacrifício, nada se alcança.
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