segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Reflexão sobre o texto de Mariana Gaio Alves, Aprendizagem ao longo da vida: entre a novidade e a reprodução de velhas desigualdades.


O texto refere que a novidade, no campo educativo, consiste nas políticas direcionadas para sistemas educativos adaptados a uma aprendizagem onde a aprendizagem formal tenha uma importância idêntica à aprendizagem não formal ou informal, estando essas políticas direcionadas para o crescimento económico com a criação de melhores empregos, melhor coesão social e a formação dos indivíduos pessoal e profissionalmente.

Analisando as dinâmicas de aprendizagem ao longo da vida em diferentes grupos e em diferentes países europeus, vemos que os que registam piores desempenhos escolares, são os que apresentam uma participação mais baixa na educação/formação de adultos. O alargamento do acesso às oportunidades educativas é um fator essencial na perspetiva do desenvolvimento económico e garantia de coesão social.

Diferença entre a “era da educação” e a “era da aprendizagem ao longo da vida”:
Educação engloba os processos de ensinar e aprender num contexto mais formal, ocorre no espaço escolar, da creche ao ensino superior. A forma é intencional e os objetivos determinados. Aprendizagem ao longo da vida é um processo permanente, inacabado. Esta aprendizagem acompanha a totalidade da vida das pessoas, independentemente da sua idade e integração nas atividades das empresas e/ou da própria sociedade.

Entende-se como aprendizagem ao longo da vida, toda a atividade de aprendizagem, em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar os conhecimentos, aptidões e competências, no quadro de uma perspetiva pessoal, cívica e social, considerando a dimensão temporal da aprendizagem e a multiplicidade de espaços e contextos de aprendizagem.

O objetivo do Conselho da Europa em investir na educação é:
- Promover a igualdades de oportunidades;
-Apoiar o desenvolvimento e competências do capital humano para melhorar o crescimento económico;
-Desenvolver a cidadania e a coesão social baseada na qualidade de vida;
-Tornar a União Europeia mais competitiva e dinâmica, capaz de enfrentar o crescimento económico.
Isto só pode ser alcançado mediante o investimento significativo no setor educativo/formativo.



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